Estádio

OLÍMPICO MONUMENTAL

PASSADO

Olimpico

O primeiro estádio gremista foi a Baixada, cujo terreno foi adquirido em 1904, exatos 50 anos antes da inauguração do Olímpico. O jogo inaugural ocorreu em 4 de agosto daquele ano, envolvendo os times principal e reserva do Tricolor. O terreno do campo localizava-se em uma área bucólica de Porto Alegre conhecida como Schützverein Platz, no Bairro Moinhos de Vento, ao lado do que hoje é o Parcão. Foi lá, em 18 de julho de 1909, que se realizou o primeiro Gre-Nal da história: goleada gremista de 10 a 0.

No ano seguinte, o vice-presidente do clube, Oswaldo Siebel, mandou cercar o terreno e abrir dois portões de acesso, o que permitiu a cobrança de ingressos. O primeiro pavilhão da Baixada foi inaugurado em outubro de 1912, entre as atuais ruas Dona Laura e Mostardeiro. Era uma espécie de arquibancada que abrigava cerca de 600 pessoas.

– Era uma construção de madeira, simples, mas de bom gosto. Serviu para abrigar sócios e convidados. Os demais (…) se acomodavam ao redor do campo em cadeiras, entre as árvores, nos barrancos, ou no interior dos primeiros carros com motor de explosão que podiam estacionar quase na beira do gramado – conta o jornalista Ruy Carlos Ostermann, no livro Até a Pé Nós Iremos.

O primeiro pavilhão durou até 1918, quando foi substituído por um segundo. O terceiro foi construído em 1944, quando o clube já planejava se mudar para um novo local. O tempo passou e a Baixada começou a ficar pequena para as pretensões do Grêmio e da torcida.

– A torcida do Grêmio começou a aumentar muito e nem cabia mais ali. Era um estádio que não tinha como se expandir para nenhum lado, estava espremido – explica Dourado.

Em 1950, o Grêmio deu um passo importante para a modernização do clube. Na gestão do presidente Saturnino Vanzelotti, adquiriu uma área no Bairro Azenha para a construção do estádio que substituiria o Fortim da Baixada, como era conhecida popularmente a primeira casa gremista. Terminava uma história de 50 anos, e começava uma nova era na vida do Grêmio.

PRESENTE

Olimpico-Monumental

Nome Oficial: Estádio Olímpico Monumental.

Endereço: Largo Patrono Fernando Kroeff nº 1 – CEP 90880-440 – Bairro Azenha – Porto Alegre/RS – Fone: (51) 3218-2000.

Público Recorde: 98.421 (85.751 pagantes) – 26/04/81 Grêmio x Ponte Preta – Campeonato Brasileiro.

Camarotes: 40 camarotes com 10 lugares cada. Cinco camarotes com 20 lugares cada.

Tribuna de Honra: 140 lugares especiais.

Setores para Deficientes Físicos: Lugar para 28 cadeiras de rodas e 22 acompanhantes.

Salão Nobre do Conselho Deliberativo: Auditório com 220 lugares.

Vestiários: Seis vestiários profissionais mais um vestiário de arbitragem. Cinco com saídas para o campo.

Dimensões do gramado: 68 x 105m – Tamanho oficial exigido pela Fifa.

Grama: Bermuda Green (o clube também utiliza a Raygrass Americana no inverno).

Iluminação: Seis postes de iluminação. 20 refletores de 1500 watts em cada poste.

Potência
: 650 Lux.

Imprensa: 26 cabines duplas fixas mais 50 cabines provisórias. Duas salas de imprensa. Duas salas para entrevistas coletivas.

Estacionamento: 700 vagas

Inauguração: O Estádio Olímpico foi inaugurado no dia 19 de setembro de 1954. O jogo inaugural foi realizado entre Grêmio e Nacional de Montevideo, vitória gremista por 2 a 0. Os gols foram anotados pelo atacante Vitor que entrou para a história por ter marcado o primeiro gol do estádio gremista

Olímpico Monumental: Na metade do ano de 1980, o Estádio Olímpico teve sua construção concluída com o fechamento da última parte do anel superior. Desde então, a casa gremista passou a ser conhecida como Olímpico Monumental. Uma obra grandiosa erguida por uma torcida apaixonada. No dia 21 de junho de 1980, uma vitória de 1 a 0 sobre o Vasco da Gama em partida amistosa, marcou a inauguração do Olímpico concluído.

ARENA GRÊMIO

Arena

Em meados da década de 2000, surgiu a ideia, dentro do Grêmio, de se construir um novo estádio para sediar as partidas do Tricolor. A ideia foi levada a cabo em 2006, com o começo de estudos de viabilização da obra. O objetivo era de fazer um estádio autossustentável, ao contrário do atual Olímpico Monumental. Em maio de 2006, foi formulado o plano diretor patrimonial do Grêmio, que, justamente, encaminhava o projeto

A partir daí, se iniciou uma discussão a respeito do local da construção, isto é, na área atual do Olímpico ou em um novo lugar. Em novembro de 2006, com vistas a dirimir esta dúvida, foi feito um estudo de pré-viabilidade para a construção de um novo estádio, com a empresa holandesa Amsterdam Advisory Arena.

A conclusão foi de que o estádio Olímpico não atenderia às expectativas do clube, devido a alto custo de manutenção, idade da construção, baixo padrão de conforto, segurança e serviços, estacionamentos insuficientes e localização em região muito habitada.

Esse conjunto de fatores levou o clube a optar pela construção de uma arena, com a ajuda financeira de parceiros, com o padrão exigido pela FIFA.

PROCESSO PARA A CONSTRUÇÃO

Em 2007, uma carta para interessados foi divulgada, visando atrair empresas para o projeto. Como únicos interessados com propostas analisadas pela direção estavam as construtoras OAS e Odebrecht. A primeira propunha um consórcio com a TBZ, administradora de estádios, com 65% da renda do estádio indo para o Grêmio e 35% para o consórcio, durante vinte anos.

A segunda previa que metade os lucros iriam para cada lado. Em março de 2008, a proposta da OAS foi a escolhida; a construtora rompera a parceria com a TBZ algum tempo antes.

As garantias para a construção seriam dadas pelo banco Efisa, o que depois foi mudado para o Banco Santander. Para a construção da Arena, a OAS ainda contaria com quatro parceiros, excluindo a TBZ, que acabou falindo: Veirano Advogados, Banco Santander, Plarq Arquitetura e Gismarket.Em 18 de dezembro de 2008, a OAS assinou contrato com o Grêmio para a construção da arena.

Com vista da impossibilidade de se construir um local atrativo financeiramente na área do estádio Olímpico, um terreno no bairro Humaitá, em Porto Alegre, foi escolhido como o local para se erguer a Arena. Em 17 de dezembro de 2008, foi aprovado no Conselho Deliberativo do Grêmio o contrato com a OAS e formalmente o processo se iniciou.

Para poder continuar com o projeto, foi criada uma comissão especial, a Grêmio Empreendimentos. Ela foi formada originalmente por sete conselheiros do clube, Adalberto Preis (presidente da comissão), Paulo Odone, Alexandre Grendene, Teodoro Pedroti, Saul Berdichevski, Mauro Knijinik e Pedro Ruas; em setembro de 2010, os integrantes eram Adalberto Preis, Evandro Krebs, Geraldo Nogueira da Gama, Mauro Knijnik, Pedro Ruas, Saul Berdichevski e Teodoro Pedrotti.

O projeto foi aprovado em 29 de dezembro de 2008 na Câmara de Vereadores de Porto Alegre para se adequar ao plano diretor da cidade. Em outubro de 2009, a área da Arena, comprada por 50 milhões de reais, foi demarcada. A construção, contudo, só começará após a liberação da prefeitura municipal.

Segundo Adalberto Preis, presidente da Grêmio Empreendimentos, o financiamento da Arena será feito com 55% de capital da OAS e 45% financiado, com pagamento previsto para sete anos. Uma empresa gestora, cuja principal acionista será o Grêmio, cuidará das receitas geradas pela Arena (exceto as advindas das placas de publicidade)durante o pagamento do financiamento; a OAS, que terá a menor parte, terá co-gestão dela.

Durante os sete anos do financiamento, o clube receberá oito milhões de reais reajustados ao ano. Após os sete anos, o clube receberá dezesseis milhões de reais por ano. Ainda conforme Preis, todo o resto da movimentação financeira terá o comando do Grêmio.

ESTRUTURA

O estádio tem instalados dois telões, a distância para o gramado é de 10 metros da linha lateral até o primeiro lance de cadeiras, existe fosso, que no futuro poderá ser coberto, a capacidade é de 60.540 pessoas e as arquibancadas tem a inclinação máxima permitida pela FIFA, o que impossibilita futuras ampliações.

Todos os lugares são cobertos e com cadeiras (exceto no setor Norte). Há quatro lances de arquibancada: a baixa com cadeiras (inferior), média baixa com poltronas (gold), média alta com camarotes (vip) e a mais alta também com cadeiras (superior). O lance de arquibancadas mais próximo ao campo fica a cerca de 10 metros do gramado, contrastando com os 40,7 do Olímpico Monumental.18

A área comercial disponível é de 28.000 m². O Grêmio teve a propriedade da Arena a partir da mudança, mas os direitos de superfície (direito de exploração) serão cedidos à Grêmio Empreendimentos em parceria com a OAS Arenas por um período de 20 anos Haverá 5,6 mil vagas de estacionamento. Também estão previstos escritórios de uso corporativo. O clube também teria direito a receber R$7 milhões mais 65% do lucro líquido enquanto o empréstimo do BNDES estiver sendo pago ( primeiros 7 a 8 anos).

Após, até completar 20 anos de contrato , o clube receberia R$14 milhões anuais mais 65% do lucro da supracitada. O custo estimado é de R$ 600 milhões, pago pela 55% pelo OAS e 45% por empréstimo junto ao BNDES que será pago pela ARENA, a OAS receberá 35 % do lucro.

Com o aditivo de 2014, que diminuiu o valor que o gremio pagara para os socios terem direito aos descontos no ingresso de acordo com a sua modalidade, o gremio não receberá mais os 7 milhões nos primeiros 8 anos de contrato e nos ultimos 12 o valor caira de 14 milhões para 7 milhões.

O entorno do estádio sera inteiramente da construtora OAS e terá um complexo residencial com 67,6 mil m², 2.130 apartamentos e 2,596 vagas de estacionamento; um centro empresarial com 480 salas em dezenove pavimentos, com estacionamento de 2,492 vagas; um hotel com 180 quartos e 180 vagas no estacionamento; um centro comercial com três pavimentos; um centro de eventos com três pavimentos;.